segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Novidades


Ola a todos.
Desde já pedimos desculpa pela frequência das actualizações, que podia ser muito melhor.

Hoje vimos relatar os acontecimentos mais marcantes dos últimos dias.

Na quarta-feira (8 de Fevereiro) foi a Welcome Party de todos os estudantes Erasmus deste semestre. Foi uma festa fantástica! Tínhamos de ir de vermelho, tema alusivo ao dia de S. Valentim. Ficam algumas fotos, uma vez que não há muito a falar :)



Até tivemos direito a Cabaret







Na quinta-feira (9 Fevereiro) houve festa Rock na TTÜ, promovida pela associação de estudantes. Como é um tipo de música menos apreciado pela maior parte das pessoas a casa não estava muito cheia, mas ainda deu para andar lá aos saltos e ao moche. Cá de casa apenas fui eu e o Sylvain (os outros rapazes ficaram por casa, já não sei bem se estavam em condições de sair ou não).
Houve um concurso para ganhar 5L de cerveja e como gosto de desafios, é claro que tive de participar:
1º - As duas pessoas que aguentassem mais tempo com uma mão em água com gelo passavam a fase seguinte;
2º- Como não houveram desistências, o primeiro desafio foi alterado. Então tivemos de ir a correr à rua e as primeiras duas pessoas que trouxessem uma bola de neve passavam a fase seguinte. Passei a fase seguinte;
3º- Na fase seguinte eu e o man estoniano que passou a fase seguinte comigo tínhamos de ir à rua, ao meio do parque com neve, procurar uma lata de cidra (meio litro), trazê-la de novo para o sítio da festa e o primeiro a beber a lata passava à final contra a rapariga que passou à final. Tudo isto descalço. Também passei.
Final- Entre eu e a rapariga, o primeiro que chegasse ao palco com uma peça de roupa interior do sexo oposto ganhava. Eu perdi porque só consegui um soutien. Mas ainda ganhei um fino :)

Só tenho uma foto do primeiro desafio:
O Guillermo (espanhol) e eu


Na sexta-feira (10) estavam cá visitantes Portuguesas (Sara e Maria, amiga e irmã, respectivamente, de uma das Portuguesas que vivem cá no hostel. Fomos todos jantar e comer umas coisas típicas:




O nosso colega Sylvain, já todo indrominado. Não pode beber nada xD


Na segunda feira (13) fomos convidados para ir jantar com a nossa tutora à cidade. Após as aulas super produtivas (tivemos a nossa primeira apresentação a eco-design e tivemos todos 5 (nota máxima). O ponto de encontro para o jantar foi na sede do ESN Tallinn, na praça velha da cidade. De lá fomos apanhar o eléctrico e fomos até ao outro lado da cidade, uma zona tipo industrial ou pelo menos com grandes armazéns e aspecto de abandonados. Andamos uns minutos a pé e num beco lá estava o restaurante. Era um armazém abandonado que foi transformado num restaurante super interessante. Um ambiente super calmo,, com comida típica fantástica e bastante barata. Aqui ficam algumas fotos:

Sopa de Côco com especiarias e Salmão para mim

A do Francisco era Sopa de Côco com especiarias e cogumelos

Para mim foi pernil de porco e poré de batata com maçã

Salmão para o Pedro e para o Francisco



Na terça feira (14) para celebrar o dia dos namorados, fizemos bacalhau com natas com a primeira encomenda que recebemos de Portugal. Foi a melhor coisa que comemos neste tempo todo que aqui estamos. A minha santa mãezinha enviou-me enchidos, presunto e bacalhau suficiente para podermos convidar algumas vizinhas a virem provar o petisco. Aqui ficam as fotos:







Na quinta-feira (16) tivemos o "aniversário" do Quique aqui no Hostel. A nossa prenda para ele (e para os demais convidados que lá estavam) foi Ursinhos com Vodka. A receita é muito simples. Basta meter num recipiente as gomas e misturar um tipo de álcool, tipo vodka, ou whiskey. E deixar no frigorífico durante cerca de 2h. Aqui fica a imagem:


No fim da festa ainda fomos até ao centro da cidade ao Nimeta e Shooters (bares de referência ao povo Erasmus).

Sexta feira foi um dia pacífico, uma vez que no fim de semana tivemos a Magnifica e Lendária visita ao Sul da Estónia. No entanto fomos para a cama tarde e só dormimos cerca de 1h antes da saída do hostel, que foi por volta das 7h30 de Sábado dia 18.



Lendária Visita ao Sul da Estónia


A primeira paragem desta viagem foi num sítio chamado Suur Taevaskoda (Onde o céu toca a terra). É uma reserva natural protegida e foi uma visita fantástica. Não havia frio porque nos fartámos de andar de trenó e de caminhar pelos trilhos.
Aqui ficam algumas fotos que tirei neste lugar fantástico:







A panasquice saíu à rua









A paragem seguinte foi num restaurante típico com um museu onde nos foi contado como era a vida nas quintas na Estónia durante o Séc. 18 e 19. Aqui ficam algumas fotos do almoço e do museu:




Queijo tradicional com Ervas









Daqui seguimos para Metsavenna Talu (Forest Brothers Farm). Sítio fantástico! A história da quinta e das pessoas que a construíram foi contada pelo filho de um dos "irmãos", chamado Meelis Mõttus. Vou resumir a história pelo que tiro todo o misticismo do que é realmente ouvir a história contada pelo descendente directo dos Partisans da Floresta.

Antes de 1940 a família estava responsável de vigiar e tomar conta da floresta envolvente aos campos da quinta. No entanto, com a segunda guerra mundial ocorreu a primeira ocupação Soviética (1940-1941). Os habitantes locais eram obrigados a irem para o exército russo, e, em particular os mais jovens, não percebiam o porquê de lhes serem entregue o uniforme russo e um capacete com o símbolo comunista. Alguns habitantes tomaram a decisão de construirem abrigos na floresta e viverem "escondidos" do resto do mundo, causando no entanto algumas sabotagens aos invasores. 
Segui-se a ocupação nazi (1941-1944) a situação melhorou e eles conseguiam até ter vidas normais, com os seus empregos.
Depois  veio a segunda ocupação soviética (1944-1991). Como há um grande sentimento patriota, os habitantes locais não queriam mais uma vez fazer parte do comunismo. Voltou a perseguição. Muitos foram enviados para campos de trabalho na Sibéria. Parte da população voltou aos abrigos da floresta. A situação melhorou após a morte de Stalin em 1953, onde as pessoas deixaram de viver nos bunkers. Mas a maior parte emigrou. 
Este documentário é narrado pelo mesmo senhor que nos acolheu na quinta, é o filho e sobrinho dos descendentes.

 No segundo vídeo, pelo que percebi, é a tia do mesmo senhor.


Depois da história contada fizemos um concurso. O dono ia-se esconder num abrigo de uma das casas (como se pode ver no segundo vídeo), e quem o encontrasse ganhava um souvenir. Ora eu, mais uma vez, que adoro desafios, lá fui a correr com o candeeiro a petroleo na mão, pela floresta até à casa onde ele estava, e entre fui eu que o descobri atrás de uma parede falsa.

Ora isto leva-nos à parte mais interessante. Após este "jogo" tivemos oportunidade de ouvir a história contada pela senhora do segundo filme em cima.

Fomos então visitar o bunker subterrâneo no qual o Sr. Meelis nos apresentou a famosa "Springwater". A moeda de troca com os outros Partisans da Letónia em tempos de guerra. É tipo um bagaço com cerca e 64% de álcool. Para provar que não era apenas água o truque era molhar o dedo no bagaço e meter a arder, para ver que era forte. E segundo, tinham provar que não era venenoso, e então tinham de beber um copo.

Só deixámos o bunker depois de beber a garrafa de 4 litros de Springwater. O souvenir que ganhei foi também uma garrafinha com Springwater :)

Tivemos também a oportunidade de experimentar um dos alimentos da altura. Gordura de cabrito e carneiro era derretida sobre pão, o que dava para preservar até dois anos. Só eu e o Pedro é que provámos, e digo isto: Não consigo imaginar uma pessoa viver meioritariamente daquilo durante anos. Era horrível!

Deixo algumas fotos:









Saídos já quentinhos daqui, fomos andar de trenó/boia, encosta abaixo. Depois meto vídeos disto.

Fomos então jantar, e seguíu-se uma noite Lendária.







 Ainda houve tempo para cantar umas músicas tradicionais dos Metsavenna (Forest Brothers), e houve ainda mesmo tempo para eu e o Francisco cantarmos o nosso Traçadinho, entre outras :)








 O resto da noite foi passado na sauna. Muitas pessoas não conseguiram aguentar até lá, o que foi pena, mas no que toca a mim e aos rapazes, não queremos perder nada. Eu fui para a cama às 6h, depois de suar que nem um cavalo e de mergulhar na neve só de calções. 

Quando acordámos, estava um cheiro intenso a vómito no nosso quarto, o nosso colega Gergö não aguentou a pancada da Springwater. Foi um dia em cheio.

 No dia do regresso passámos por duas cidades,Viljandi e Leivakoda (não tenho a certeza do nome da última).

Na primeira parámos para almoçar e dar um pequeno passeio pela cidade. Na outra fomos visitar o museu do pão onde tivemos oportunidade de desenhar pequenos pães ao nosso gosto e de os comer.
Aqui ficam fotos, por ordem, das duas cidades:







E no museu do pão:







Espero que gostem.

Por agora é tudo :)

Abraços e beijos a todos!
Filipe Serra

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